Pétalas ao chão.


Bem me quer, mal me quer, bem me quer, mal me quer...

A gente nunca sabe o que pode acontecer nessas brincadeiras bobas de criança. O destino de duas vidas na palma da mão, envolto em pétalas sendo tiradas uma a uma, sendo jogadas ao chão e com elas levando a esperança de um novo amor ou talvez o medo de não saber o que poderia ter acontecido.

Bem me quer, mal me quer, bem me quer, mal me quer...

Olhos fixos um no outro. Ora um olhar de desespero, com uma roleta russa do amor em mãos, ora um olhar de ternura, carregando a expectativa de um sonho. Um sonho bom. Arriscando tudo, jogando pétalas ao vento. Jogando palavras ao vento.

Bem me quer, mal me quer, bem me quer, mal me quer...

A medida que a flor se despia, seus corações se apertavam. O momento do sim ou não estava chegando. A angustia tomava conta dos corações. Corações que ardiam. Ardiam uma chama que podia apagar ou explodir a qualquer momento.

Bem me quer, mal me quer, bem me quer...

Parou. Faltava apenas uma pétala em sua mão. O corpo petrificado, o coração a todo movimento. As esperanças haviam terminado. Seu olho se encheu de uma lágrima de emoção. Apenas uma pétala, deveria continuar.

Mal me...

Então uma mão pousou por sobre a sua e o impediu de retirar o último fio de esperança que ainda havia. "Não! Deixe como está. Ainda temos muitas flores a apreciar, juntos". O bem-o-quis.